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Domingo, 22 de Janeiro de 2012

No Rasto da Tristeza (5)

Somos agora mais desiguais e fugimos
Só nos vemos na desigualdade das coisas
O silêncio é tudo o que pressentimos
Nem o grito talha o dia e o suspende
Nem máscara que compomos a entendemos

Vemo-nos na desigualdade das coisas
Só no número e no ecrã nos perfilamos gente
Temos o outro ao encontro do nosso rosto
Mas só da nossa máscara somos confidente

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