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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012

Regras de Morte

O legislador mata com a fúria do demente
Recebeu mandato confere aplauso
No ritual de força mede o seu sustento

Os chefes esquadrinham o calendário
O executor aplica-se com garra de servente

A fala pública desertou tornou-se opaca
Assiste ao ritual de gula sem ofensa

O legislador semeia o universo a número
Na podridão do costume fila sobrevivente

Sagra o ritual romano sorridente
Com palmas imundas saúda
Com palmas premeia com decorações o assistente

São a sangue as suas horas são o tempo
São a morte o seus dias
E a cifra o unguento

2 comentários:

Miabar disse...

Muito bom!
(A fala pública desertou tornou-se opaca
Assiste ao ritual de gula sem ofensa)

Muito, muito bom!

Miabar disse...

Muito bom! Muito, muito bom!
(A fala pública desertou tornou-se opaca
Assiste ao ritual de gula sem ofensa)