O legislador mata com a fúria do demente
Recebeu mandato confere aplauso
No ritual de força mede o seu sustento
Os chefes esquadrinham o calendário
O executor aplica-se com garra de servente
A fala pública desertou tornou-se opaca
Assiste ao ritual de gula sem ofensa
O legislador semeia o universo a número
Na podridão do costume fila sobrevivente
Sagra o ritual romano sorridente
Com palmas imundas saúda
Com palmas premeia com decorações o assistente
São a sangue as suas horas são o tempo
São a morte o seus dias
E a cifra o unguento
2 comentários:
Muito bom!
(A fala pública desertou tornou-se opaca
Assiste ao ritual de gula sem ofensa)
Muito, muito bom!
Muito bom! Muito, muito bom!
(A fala pública desertou tornou-se opaca
Assiste ao ritual de gula sem ofensa)
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