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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

No Rasto da Tristeza (3)

Porque conheço o chão do sol
Sei quando um pássaro chama a árvore
Quando a folha se faz galho
O fruto sabe a direcção da chuva

Já não é fundo o poço nem sagrada a água
A mudez encontra o seu fio de bocas
Morrem as casas fundando noites
As janelas já não são de papel e vidro

São o voo da escuridão são o desastre
O sono primitivo o vento rude

Não há preço e há a prece
Na dúvida clara se compraz o medo

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