Porque conheço o chão do sol
Sei quando um pássaro chama a árvore
Quando a folha se faz galho
O fruto sabe a direcção da chuva
Já não é fundo o poço nem sagrada a água
A mudez encontra o seu fio de bocas
Morrem as casas fundando noites
As janelas já não são de papel e vidro
São o voo da escuridão são o desastre
O sono primitivo o vento rude
Não há preço e há a prece
Na dúvida clara se compraz o medo
0 comentários:
Enviar um comentário