Cheia é a bola na ronda dos pés
A criança leva no chuto a luz
O desafio de glória no vazio do ar
Só a tarde o melro a sabe
O sol rima a rua com janelas
Põe à criança sonho ao alto
Já deu três vitórias ao clube
Venceu grandes já foi rei
Sem canto e sem aplauso
Luz –lhe o coração de atropelo
Remata contra a tarde de bocejos
De gente a contar barcos
A contar casas manhãs inteiras
A erguer ausências na memória
Como quem desfere dardos e chora
2 comentários:
e passam as tardes, pela luz rimada das crianças, pelo pranto silencioso de quem já só vive de memórias. entre uns e outros, a passagem da vida -
abraço, Zé Marto.
Muito giro o poema!! Votos de um excelente 2012!!
Beijinhos fofinhos!!
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