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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

A bicicleta levava a estrada

Levava o verão na bicicleta fugia à tarde
Era tão alto o sol tão longa a estrada
Que uma égua branca sonolenta do calor
Relinchava o seu espanto e esperava

Levava o verão na bicicleta fugia à tarde
As vinhas morriam os pardais bebiam o calor
O céu tão levantado azul se abismava
O vento ileso tocava o mundo a espada

Levava o verão na bicicleta fugia à estrada
O ouro do dia se achava ou se perdia
As vinhas escureciam só o mundo perdurava
Os pinheiros altos de séculos ou dardos
Fugiam nas casas e das janelas corria a estrada

6 comentários:

Amélia disse...

Gostei do poema, amigo!"

Graça Pires disse...

Quando a fuga é possível...
Muito belo, o poema.
Um beijo.

Je Vois La Vie en Vert disse...

Com as tuas lindas palavras, deixei-me levar pela bicicleta suavemente até o céu azul onde se encontra agora o meu amigo que "partiu".

beijinhos
Verdinha

Eddy Nelson disse...

amigo josé, leio a sua poesia no interior desta orla de setembro...

um abraço

maria azenha disse...

Gostei muito, amigo.

Abraço,

Maria P. disse...

Interessante!

Um abraço*