Levava o verão na bicicleta fugia à tarde
Era tão alto o sol tão longa a estrada
Que uma égua branca sonolenta do calor
Relinchava o seu espanto e esperava
Levava o verão na bicicleta fugia à tarde
As vinhas morriam os pardais bebiam o calor
O céu tão levantado azul se abismava
O vento ileso tocava o mundo a espada
Levava o verão na bicicleta fugia à estrada
O ouro do dia se achava ou se perdia
As vinhas escureciam só o mundo perdurava
Os pinheiros altos de séculos ou dardos
Fugiam nas casas e das janelas corria a estrada
6 comentários:
Gostei do poema, amigo!"
Quando a fuga é possível...
Muito belo, o poema.
Um beijo.
Com as tuas lindas palavras, deixei-me levar pela bicicleta suavemente até o céu azul onde se encontra agora o meu amigo que "partiu".
beijinhos
Verdinha
amigo josé, leio a sua poesia no interior desta orla de setembro...
um abraço
Gostei muito, amigo.
Abraço,
Interessante!
Um abraço*
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