Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Domingo, 26 de Outubro de 2008
IMAGENS CONTRA A INDIFERENÇA _ FERNANDO NOBRE
NO PRÓXIMO DIA 28, ÀS 18.30 SERÁ LANÇADO O LIVRO DE FERNANDO NOBRE, IMAGENS CONTRA A INDIFERENÇA, NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA E CONTARÁ COM A PRESENÇA DE ADRIANO MOREIRA E DE EDUARDO GAGEIRO.
APAREÇA!
APAREÇA!
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Sábado, 25 de Outubro de 2008
O meu blogue foi escolhido pelo Do Inatingível, a quem humildemente agradeço, para o Prémio Dardos.

Informações sobre o Prémio Dardos:
Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Ao recebermos e aceitarmos o “Prémio Dardos” devemos seguir algumas regras:
1. - Exibir a imagem do selo;
2. - Linkar o blogue que lhe atribuiu o prémio;
3. - Entregar o Prémio Dardos a quinze (15) outros blogues .
Com respeito e carinho por todos os universos da blogosfera, aqui está a minha selecção:
-do Inatingível wordpress
-sulmoura
-Letras São papéis
-carpe diem
-No Centro do Arco
-Ardósia Azul
-O blogue que ninguém lê
-ondas en el mar
-ravalusi.arte
-A poeira dos dias
-respirar o mesmo ar
-travessa do ferreira
-viver um conto
-casa das bestas
-Quando o rei era sabão

Informações sobre o Prémio Dardos:
Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Ao recebermos e aceitarmos o “Prémio Dardos” devemos seguir algumas regras:
1. - Exibir a imagem do selo;
2. - Linkar o blogue que lhe atribuiu o prémio;
3. - Entregar o Prémio Dardos a quinze (15) outros blogues .
Com respeito e carinho por todos os universos da blogosfera, aqui está a minha selecção:
-do Inatingível wordpress
-sulmoura
-Letras São papéis
-carpe diem
-No Centro do Arco
-Ardósia Azul
-O blogue que ninguém lê
-ondas en el mar
-ravalusi.arte
-A poeira dos dias
-respirar o mesmo ar
-travessa do ferreira
-viver um conto
-casa das bestas
-Quando o rei era sabão
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008
Sábado, 18 de Outubro de 2008
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008
_______________________
há sol por entre nuvens, bocados anelantes, recortados fios disformes,
laços esvoaçantes,curvas de linho,deslizes leves ,pregos de fogo brancos.
passa avião zumbindo alto, rasga horizontes,tremem casas
desregram-se saltos esfuziantes, vibram montes,escorrem águas.
tu não sabes que rasgão dar na melancolia,
que prazo lhe conceder, que margem,
tu não sabes quem grita, o que soluça,o que lhe sobra do dias
não sabes por que se lhe levantam as horas,
se repelem os calendários, por que faz as coisas inúteis e vazias.
por que se distanciam os olhos num toque de imprecisão,
porque não te chegam as horas por que andam por que vão.
corro pela chuva,chegou Setembro com uma tapuana ainda verde,
chegou com o sol de intervalo, marítimo, desfolhado, outonal,
chegou no ápice do vento num mergulho fresco e denso,
no torso de fuga de um cavalo submerso de chuva,
ei-lo nas palavras fugidias, no fulgor, expande-se, dura
cavalgando ao alto o freiolume, de salto em salto
na cidade semi-escura,incendiada de gente
a murmurar corrente,ainda enxuto fugindo.
sei que chegou o Outono com uma rima amarela nas tapuanas,repito
sei que trouxe um poema intenso
com palavras hoje horas, amanhã águas beijadas.
vives no descaso com o intenso
com o que perdura, excede ,cresce , o que se ergue e breve permanece
como árvore à minha altura.
laços esvoaçantes,curvas de linho,deslizes leves ,pregos de fogo brancos.
passa avião zumbindo alto, rasga horizontes,tremem casas
desregram-se saltos esfuziantes, vibram montes,escorrem águas.
tu não sabes que rasgão dar na melancolia,
que prazo lhe conceder, que margem,
tu não sabes quem grita, o que soluça,o que lhe sobra do dias
não sabes por que se lhe levantam as horas,
se repelem os calendários, por que faz as coisas inúteis e vazias.
por que se distanciam os olhos num toque de imprecisão,
porque não te chegam as horas por que andam por que vão.
corro pela chuva,chegou Setembro com uma tapuana ainda verde,
chegou com o sol de intervalo, marítimo, desfolhado, outonal,
chegou no ápice do vento num mergulho fresco e denso,
no torso de fuga de um cavalo submerso de chuva,
ei-lo nas palavras fugidias, no fulgor, expande-se, dura
cavalgando ao alto o freiolume, de salto em salto
na cidade semi-escura,incendiada de gente
a murmurar corrente,ainda enxuto fugindo.
sei que chegou o Outono com uma rima amarela nas tapuanas,repito
sei que trouxe um poema intenso
com palavras hoje horas, amanhã águas beijadas.
vives no descaso com o intenso
com o que perdura, excede ,cresce , o que se ergue e breve permanece
como árvore à minha altura.
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
POETAS DA 3ª BIENAL DE SILVES(5) MARIA AZENHA
SOBRE ESTES ESPELHOS VIVOS
talvezo sangue agora
lavre a terra sem ruído,
e por fim talvez, a manhã comece
subitamente,
sobre estes espelhos
vivos
a chuva iluminou-se
entre duas folhas.E vai surgir,
não pode haver regresso
É um ramo
ardente
do inverno,
que irá cair. agora.
agora,
sobre os meus ombros.
In , Anuário de poesia, Assírio e Alvim, 1987
talvezo sangue agora
lavre a terra sem ruído,
e por fim talvez, a manhã comece
subitamente,
sobre estes espelhos
vivos
a chuva iluminou-se
entre duas folhas.E vai surgir,
não pode haver regresso
É um ramo
ardente
do inverno,
que irá cair. agora.
agora,
sobre os meus ombros.
In , Anuário de poesia, Assírio e Alvim, 1987
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
As corridas do Outono
Corríamos porque era tarde, incendiados pela luz matinal, havia uma colher de mel no frio das manhãs, a abelha estival pousada no rótulo branco do vidro imaculado deixava uma espessura na língua, por entre os dentes, a vida do dia vinha numa corrida de autocarro. Sabíamos. Quem mais corria, mais fazia dessa fuga uma alegria maligna e travessa por deixar para trás quem mal se ajeitava com as malas de cabedal presas às costas.A paragem, o calcetado, a cabeça inclinava-se de adeus, mas mal acolhia uma mão que ficava com riso nos dedos e acenava a despedida de umas horas por entre as curvas dos ponteiros dos relógios que se esqueciam de dar as horas e as perdiam numa solidão desafogada de permanecer nos sonhos do dia. E se os havia. Uma tarde ainda rolada com o cheiro do Verão, o sabor quente das horas e dos frutos já não eram colhidos ao entardecer, sonhávamos, havíamos de ir ainda sem chover, se tudo se conduzisse bem até à beira do mar e, assim se veríamos o riscado branco por entre as nuvens, lá ao longe. A chuva não vinha festejar o Outono e nós ainda sonhávamos com carrosséis vibrantes, andanças murmuradas dos encontros e das filas organizadas das entradas na sala de aula, em casa, das repetições por entre o silêncio em que vivíamos habituados. Ali o silêncio era quebrado pelo relógio que contava o ruge-ruge do lápis bem aparado, da esferográfica bem afilada para timbrar os olhos no papel, onde se aperfeiçoava um destino que se pretendia tranquilo como o céu, onde pairavam bichos voadores, pássaros: flosas, petinas, cordoveias de migrações que vinham deixar um chilreio às janelas e se intrometiam nas horas demoradas, horas brancas vigiadas pelo companheiro do lado e pela sua evasão persistente de soltar os olhos num zum-zum de abelha que acudia ao viço das flores do Verão a teimar encerrar-nos no Outono que não queríamos, augurando-nos o frio vil do Inverno que nos deixava cair nas mãos água, como de manhã o pingo do mel e do leite, sempre tomados como hábito médico que apostava no tempo e no crescimento nas corridas para as paragens dos autocarros.
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Sábado, 4 de Outubro de 2008
L `AIGLE NOIRE:_ BARBARA
Porque de uma hora a outra a versão adiante se tornou inválida!
A voz aqui é muito melhor !
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
UM PÁSSARO NO JARDIM CESÁRIO VERDE
ao meio dia o relógio suspende a hora
no jardim Cesário Verde ouço alegria
é um pássaro insisto nas suas penas
quero inscrevê-las na minha retina antiga
onde outros florescem e ninguém os vê
sei-lhe o nome na paisagem e na árvore
sei-lhe o voo as rotas as inquirições da tarde
sei do pouso em que se acosta o sol em que perdura e arde
e todos os pássaros são aquele
que canta e prolonga o seu cantar pelo dia
é verde por entre a quietude da folhagem vermelha e amarela
canta o dia canta alegria de estar por entre os segredos
o nome não o digo pode morrer
haverá solicitação papel atento
máquina fotografia o perigo à espera
haverá querer apagá-lo basta a fonte de um ouvido
o pássaro pode morrer no nome pronunciado
de o soletrar de o dar a ouvir
por isso o ouço em silêncio desinteressado
não o pronuncio não o digo
o pássaro continua a cantar no meu silêncio
e canta canta
é um cantar de vidro
e é toda a minha infância no cantar dele
que a minha pele chega a doer
ao sol do meio dia
no jardim Cesário Verde ouço alegria
é um pássaro insisto nas suas penas
quero inscrevê-las na minha retina antiga
onde outros florescem e ninguém os vê
sei-lhe o nome na paisagem e na árvore
sei-lhe o voo as rotas as inquirições da tarde
sei do pouso em que se acosta o sol em que perdura e arde
e todos os pássaros são aquele
que canta e prolonga o seu cantar pelo dia
é verde por entre a quietude da folhagem vermelha e amarela
canta o dia canta alegria de estar por entre os segredos
o nome não o digo pode morrer
haverá solicitação papel atento
máquina fotografia o perigo à espera
haverá querer apagá-lo basta a fonte de um ouvido
o pássaro pode morrer no nome pronunciado
de o soletrar de o dar a ouvir
por isso o ouço em silêncio desinteressado
não o pronuncio não o digo
o pássaro continua a cantar no meu silêncio
e canta canta
é um cantar de vidro
e é toda a minha infância no cantar dele
que a minha pele chega a doer
ao sol do meio dia
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
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