sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
CHOVENDO
Chove um pássaro no varadim
Chove a tarde inteira a sua asa
O seu canto corre de trigo a tarde
È gesto lavrado a pura água
Veio pôr ali o mundo cinzento
Com a chama ruiva do fogo aceso
Quis a tarde que eu escrevesse esta tinta
A hora de água em que se viu preso
Cantou uma dor aguda no meu ouvido
Num raio de cordas se afinou um violino
Que ouviu na tarde intensa o som cavo
Por me sentir na escrita sempre vivo
Sei que voará mal o sol espreite ou só a lua cresça
No voo se dirão asas ou árduas penas
Na terra do vale choverão casas
Cristais de fogo nas pequenas fortalezas
Chove a tarde inteira a sua asa
O seu canto corre de trigo a tarde
È gesto lavrado a pura água
Veio pôr ali o mundo cinzento
Com a chama ruiva do fogo aceso
Quis a tarde que eu escrevesse esta tinta
A hora de água em que se viu preso
Cantou uma dor aguda no meu ouvido
Num raio de cordas se afinou um violino
Que ouviu na tarde intensa o som cavo
Por me sentir na escrita sempre vivo
Sei que voará mal o sol espreite ou só a lua cresça
No voo se dirão asas ou árduas penas
Na terra do vale choverão casas
Cristais de fogo nas pequenas fortalezas
quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
Vinhas
Trazias nas mãos o essencial : a flor do lume a pedra rubra
o canto outonal na folha verde no provável fruto
o vento ligeiro zoava na brisa um véu de chuva
ainda entretinhas as palavras com a música do verão
Era outono o fruto rente à haste
colhido numa sílaba de àgua a dizer boca
A festa de um dia cheio do marulhar dos pinheiros
as casas dispersas no longe fugiam soltas
o canto outonal na folha verde no provável fruto
o vento ligeiro zoava na brisa um véu de chuva
ainda entretinhas as palavras com a música do verão
Era outono o fruto rente à haste
colhido numa sílaba de àgua a dizer boca
A festa de um dia cheio do marulhar dos pinheiros
as casas dispersas no longe fugiam soltas
sexta-feira, 16 de Outubro de 2009
quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
MAR FÉRTIL
subitamente a pedra e eu quis espuma
subitamente quem disse mar
um mar inteiro já sem véu sem bruma
um mar de ondas distraídas e de vagar
onde o nosso coração jamais irá cantar
subitamente quem disse mar
um mar inteiro já sem véu sem bruma
um mar de ondas distraídas e de vagar
onde o nosso coração jamais irá cantar
sábado, 10 de Outubro de 2009
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